ENTRE A RAZÃO E A EMOÇÃO... TUDO QUE MAIS IMPORTA!

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.
Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
♦ Clarice Lispector ♦
MERGULHO EM MIM

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exigo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem mesma eu compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... sei lá de quê!"
♦ Florbela Spanca ♦

quarta-feira, 2 de junho de 2010

- FESTAS JUNINAS -

Olá amigo, como você está? Espero que muito bem, pois eu estou em ritmo de festa, afinal, eu adoooro o mês de Junho... quantas comemorações! As festas juninas são nostálgicas para mim; este mês me faz recordar das noites regadas a ‘quentão sem álcool’ acompanhado do delicioso bolo de fubá cremoso preparados pela minha inesquecível avó, dos preparativos para dançar quadrilha, da batata assando na fogueira, do típico pinhão cozido, das ‘sortes’ ensinadas por minha sábia mãe, enfim, são tantas boas lembranças que chego a considerar esse mês um dos mais alegres do ano.

E pra você? O que as festas juninas lhe recordam? Será que você realmente conhece o verdadeiro significado destas celebrações? Aproveitando a época, deixarei aqui registrado algumas curiosidades e verdades ocultas por trás deste evento ancestral.

♦ PULA A FOGUEIRA IAIÁ ♦

Os festejos juninos, que possuem no elemento fogo sua principal representação, estão historicamente relacionados com a comemoração pagã do Solstício de Verão do Continente Europeu (24 de Junho). Nessa época, os deuses da fertilidade eram cultuados através de rituais de fogo. Esses rituais serviam para celebrar a aproximação das colheitas e também para pedir aos deuses proteção contra o demônio da peste, da esterilidade e da estiagem.

As fogueiras eram erguidas em honra ao Sol e todos os povos daquela época celebravam cantando e dançando em volta do fogo, fazendo seus pedidos e agradecendo suas bençãos. Essas fogueiras representavam mais que uma tradição, elas também serviam de oráculo para os adivinhos, que faziam suas previsões de acordo com a direção que o vento soprava a fumaça, predizendo se no tempo futuro a colheita seria favorável ou não.

Porém, durante o período da Idade Média, a Igreja Católica resolveu adotar o calendário romano, e no intuito de combater o paganismo, associou tais celebrações aos seus feriados, passando essas festividades a constarem do calendário cristão como sendo em homenagem a Santo Antônio, São João e São Pedro.

As festas juninas chegaram ao Brasil juntamente com os portugueses e espanhóis católicos, e receberam ao longo do tempo influências folclóricas dos povos indígenas e africanos em suas manifestações religiosas.

A fartura de alimentos, principalmente grãos e legumes nesta época do ano no Brasil, que costumeiramente são consumidos ao redor da fogueira, como é o caso do pinhão, do milho, da batata-doce, entre outros, coincide com a tradição européia de se festejar a colheita.

O casamento caipira celebrado nas quadrilhas também tem origem nos nossos imigrantes europeus, que por costume aproveitavam a abundância dessa época de início de colheita para casarem seus filhos, promovendo fartas festas, que vinculadas à fé Católica serviam para prestar homenagens aos Santos do mês. Já os trajes, copiam o modo de vestir, andar e falar do nosso caboclo brasileiro.



Espero que você tenha gostado da postagem e desejo que ela tenha servido como fonte de inspiração e incentivo pra você aproveitar ao máximo esse delicioso mês. Agora me dá licença porque o que eu quero é festejar! Beijos... Paz e Luz!

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