E pra você? O que as festas juninas lhe recordam? Será que você realmente conhece o verdadeiro significado destas celebrações? Aproveitando a época, deixarei aqui registrado algumas curiosidades e verdades ocultas por trás deste evento ancestral.
♦ PULA A FOGUEIRA IAIÁ ♦
Os festejos juninos, que possuem no elemento fogo sua principal representação, estão historicamente relacionados com a comemoração pagã do Solstício de Verão do Continente Europeu (24 de Junho). Nessa época, os deuses da fertilidade eram cultuados através de rituais de fogo. Esses rituais serviam para celebrar a aproximação das colheitas e também para pedir aos deuses proteção contra o demônio da peste, da esterilidade e da estiagem.
As fogueiras eram erguidas em honra ao Sol e todos os povos daquela época celebravam cantando e dançando em volta do fogo, fazendo seus pedidos e agradecendo suas bençãos. Essas fogueiras representavam mais que uma tradição, elas também serviam de oráculo para os adivinhos, que faziam suas previsões de acordo com a direção que o vento soprava a fumaça, predizendo se no tempo futuro a colheita seria favorável ou não.
Porém, durante o período da Idade Média, a Igreja Católica resolveu adotar o calendário romano, e no intuito de combater o paganismo, associou tais celebrações aos seus feriados, passando essas festividades a constarem do calendário cristão como sendo em homenagem a Santo Antônio, São João e São Pedro.
As festas juninas chegaram ao Brasil juntamente com os portugueses e espanhóis católicos, e receberam ao longo do tempo influências folclóricas dos povos indígenas e africanos em suas manifestações religiosas.
A fartura de alimentos, principalmente grãos e legumes nesta época do ano no Brasil, que costumeiramente são consumidos ao redor da fogueira, como é o caso do pinhão, do milho, da batata-doce, entre outros, coincide com a tradição européia de se festejar a colheita.
O casamento caipira celebrado nas quadrilhas também tem origem nos nossos imigrantes europeus, que por costume aproveitavam a abundância dessa época de início de colheita para casarem seus filhos, promovendo fartas festas, que vinculadas à fé Católica serviam para prestar homenagens aos Santos do mês. Já os trajes, copiam o modo de vestir, andar e falar do nosso caboclo brasileiro.
Espero que você tenha gostado da postagem e desejo que ela tenha servido como fonte de inspiração e incentivo pra você aproveitar ao máximo esse delicioso mês. Agora me dá licença porque o que eu quero é festejar! Beijos... Paz e Luz!

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