ENTRE A RAZÃO E A EMOÇÃO... TUDO QUE MAIS IMPORTA!

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.
Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
♦ Clarice Lispector ♦
MERGULHO EM MIM

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exigo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem mesma eu compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... sei lá de quê!"
♦ Florbela Spanca ♦

domingo, 31 de outubro de 2010

- GOSTOSURA OU TRAVESSURA? -

Esta pergunta, difundida mundialmente em inglês como 'treat or trick', faz alusão a típica tradição do "Halloween", festa folclórica de origem anglo-saxã e que possui especial importância nos Estados Unidos da América.

O "Halloween", conhecido por aqui como "Dia das Bruxas", possui sua identidade cultural muito distante da nossa, sendo assim, resolvi fazer esta postagem para divulgar uma notícia não tão recente, mas que para muitos (acredito eu) seja desconhecida: desde o ano de 2003 tramita pela Câmara Federal o Projeto Lei nº 2762/2003 que institui o dia 31 de outubro, em contraponto ao "Dia das Bruxas", o "Dia do Saci".

Essa lei tem como objetivo a nacionalização desta data festiva, valorizando assim, o rico folclore brasileiro, já que é impossível lutar contra a influência da cultura americana em nosso país e no mundo, haja vista a expansão da língua inglesa e de seus costumes, alcançadas principalmente através da televisão, cinema, cursos de língua estrangeira, e é claro, da globalização mundial.

Talvez por este motivo Encantadora amanheceu neste dia com uma vontade insaciável de 'sacilizar' este espaço, a fim de semear esta idéia genial e que já possui muitos adeptos: nacionalizar nossos festejos e cultuar nossas raízes por intermédio do nosso folclore, já que por vezes, as comemorações estrangeiras evidenciam aqui um caráter meramente comercial.

Vale ressaltar, que a vivência e interação com povos e culturas diferentes é muito salutar para o crescimento humano, pois provoca no indivíduo comum o desenvolvimento de sua tolerância através do reconhecimento do outro
diferente, mas nem por isso, superior ou inferior. No entanto, é necessário avaliarmos até onde esse intercâmbio cultural não provoca a asfixia de nossa própria cultura. A identidade nacional de um povo é formada através da valorização de seu patrimônio cultural, portanto, ao valorizarmos nosso folclore, indiretamente estamos contribuindo para o fortalecimento do nosso povo e de nossa nação.


Hoje é dia de magia, então, deixe-se transportar pelo mundo da fantasia e conheça melhor esse moleque brasileiro. Prepare-se; pensamentos felizes e... PIRLIMPIMPIM!!!

Saci, moleque brasileiro ♦ Ditão Virgílio ♦

Num tempo muito antigo
Numa época diferente
A Terra partiu no meio
Separou tão de repente
A África e o Brasil
Viraram dois continentes
Devagar se afastando
Mais e mais dali pra frente

Um neguinho que brincava
Tão entretido que não viu
Perdeu uma das pernas
Quando a rocha explodiu
Naquela grande rachadura
Ele quase que caiu
Viu a mãe África se afastando
E ficou aqui no Brasil

Tentando desesperado
Pro outro lado voltar
Quis virar um passarinho
E pelos ares a voar
A distância aumentou
Não conseguiu atravessar
Então foi se acostumando
E aqui resolveu ficar

Brincava com os índios
Que habitavam por aqui
Fazendo peraltice
Bulindo aqui e ali
Escondendo todas as coisas
Somente pra se divertir
Os índios, indignados,
O chamaram de Saci

Até hoje sua morada
É no grande bambuzeiro
Trança a crina dos cavalos
Gira no vento o tempo inteiro
Muito esperto, bom de bola
Brincalhão e muito arteiro
Acabou se transformando
No moleque brasileiro

sábado, 23 de outubro de 2010

- MERGULHE EM SI -

Hoje, quero postar um texto retirado da obra literária O Louco do admirável Gibran Kalil Gribran. Filósofo, prosador, ensaísta, pintor, poeta, conferencista e "Cidadão do Mundo".

Entregue-se nesta leitura... mergulhe em si e desperte a tua loucura.

O LOUCO ♦ Gibran Kalil Gibran ♦

Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:

Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!"


Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.

Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”


ASSIM ME TORNEI LOUCO.

E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.

Saudosos beijos... Paz e Luz!

domingo, 17 de outubro de 2010

- FÉ E RELIGIÃO -

Olá amigo! Ultimamente meus dias andam curtos para tantos compromissos. Até que eu gostaria de ter um tempinho a mais para escrever textos de minha autoria, mas não posso reclamar sobre falta de tempo, pois na verdade, desde que me conheço como gente sou acometida por excesso de vida... e como isto é bom!

Ao refletir sobre tudo o que quero fazer ou gostaria de ser, chego à conclusão de que uma vida toda é muito pouco para mim. E graças a minha fé apascento meu coração, na confiança de que com o caminhar da minha evolução poderei desempenhar ao longo de infinitas outras vidas tudo aquilo que almejo.

Tenho tantas ambições... mas se engana quem pensa que estas são materiais, sou um ser essencialmente espiritual e quero alcançar a plenitude do meu espírito através, quiçá, da ciência, com uma grande descoberta que auxilie a humanidade; do esporte, conquistando quem sabe a travessia do Canal da Mancha a nado; da música, dominado com propriedade algum instrumento musical ou até mesmo me tornando uma cantora renomada; da dança, celebrando a vida por intermédio do meu corpo.

Sempre que escrevo sobre meus propósitos e crenças, vez por outra, ouço o questionamento: Afinal, qual é a sua religião? Por isso resolvi fazer esta postagem, a fim de dar o meu ponto de vista sobre fé e religião, na tentativa de esclarecer a você minha posição.

Ao analisar os dois termos, verifiquei que  é utilizado no sentido de firme convicção e confiança absoluta de que algo é verdade, enquanto que RELIGIÃO é adotado para designar a manifestação de crenças e valores por meio de doutrina ou rituais de uma determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Portanto, a designação geral para  é ampla e irrestrita e religião restrita e sectária.

Considerando ainda, que Encantadora é radicalmente avessa a qualquer tipo de inclinação religiosa onde, através de dogmas, o indivíduo é impedido ou induzido a pensar, questionar e/ou se relacionar com ampla e total liberdade; respondo: minha fé é inabalável na força criadora que me gerou, energia inominável para onde um dia certamente retornarei, num ir e vir infinito, de aprendizados e experiências, que faz de mim um ser ímpar perante minha religião: a NATUREZA.


É isto, beijos e lembre-se sempre de mim que nunca te esqueço... Paz e Luz!